A Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente após os fortes terremotos que atingiram o norte do país na última semana. As autoridades confirmam mais de 1.400 mortes, milhares de feridos e dezenas de milhares de pessoas desalojadas, enquanto as operações de busca e resgate continuam em diversas cidades afetadas.
Os dois principais abalos sísmicos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram no dia 24 de junho e provocaram o desabamento de edifícios, interrupção de serviços essenciais e graves danos à infraestrutura. O estado costeiro de La Guaira foi um dos mais atingidos, com bairros inteiros destruídos e milhares de moradores obrigados a deixar suas casas.
Nesta segunda-feira (29), um novo tremor de magnitude 4,6 foi registrado nas proximidades de Caracas e de La Guaira. Segundo as autoridades, a réplica não provocou novos danos significativos, mas aumentou a preocupação da população e dificultou o trabalho das equipes de resgate, que seguem procurando sobreviventes entre os escombros.
Mais de 20 países enviaram ajuda humanitária, incluindo equipes especializadas em salvamento, cães farejadores, equipamentos de busca e toneladas de suprimentos. Um dos resgates que mais chamou a atenção ocorreu nas últimas horas, quando um jovem de 21 anos foi retirado com vida após permanecer mais de 100 horas sob os destroços de um edifício.
O governo brasileiro informou que dois brasileiros estão entre as vítimas fatais do desastre e mantém acompanhamento da situação por meio do Ministério das Relações Exteriores. Enquanto isso, organismos internacionais e governos de diversos países continuam mobilizando recursos para atender a população afetada, considerada a maior emergência humanitária enfrentada pela Venezuela em décadas.