Celebrado anualmente em 18 de junho, o Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Rim reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento da doença. A projeção do Instituto Nacional de Câncer (INCA) é de que, no triênio 2026-2028, surjam cerca de 12 mil novos casos por ano no Brasil.
A doença pode ser silenciosa em seus estágios iniciais. O médico Guilherme Canabrava, especialista em câncer urológico, cirurgia robótica e professor da UFMG, afirma que “Quando o paciente sente alguma coisa, o tumor muitas vezes já avançou”.
Obesidade, tabagismo, hipertensão arterial, dieta inadequada, sedentarismo e consumo excessivo de álcool são fatores de risco para o câncer de rim. A boa notícia é que a maioria desses aspectos são modificáveis. “Prevenção, nesse caso, não é um conceito abstrato. É uma escolha alimentar, movimento, acompanhamento médico regular”, diz Canabrava.
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O diagnóstico é feito por meio de exames como ultrassonografia e tomografia. Na maioria das vezes, o quadro é descoberto “por acidente”, já que o câncer de rim pode ser silencioso.
O tratamento pode envolver cirurgia de remoção do tumor. Se o quadro for avançado, pode ser necessário remover completamente o rim. “Descobrir o tumor pequeno, ainda localizado no rim, muda completamente o prognóstico e o tratamento. E isso começa com um exame de rotina”, recomenda o médico.
Entre as abordagens menos agressivas, estão as nefrectomias minimamente invasivas: robótica e laparoscópica. Os procedimentos oferecem menos dor no pós-operatório, menor tempo de internação e retorno mais precoce às atividades do paciente.