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sábado, 19 de setembro de 2026

“Juliana sofreu negligência”, diz família de brasileira morta na Indonésia

Resgate de Juliana Marins, que morreu após ficar quatro dias presa no Monte Rinjani, durou quase 15 horas; entenda impossibilidade de custeamento do governo para traslado do corpo da jovem

CNN

Nacional e Internacional

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Imagens feitas por turistas registraram a situação de Juliana • Arquivo pessoal
Imagens feitas por turistas registraram a situação de Juliana • Arquivo pessoal

Em perfil nas redes sociais, a família de Juliana Marins, brasileira encontrada morta no Parque Nacional do Monte Rinjani, na Indonésia, disse que ela “sofreu uma grande negligência por parte da equipe de resgate”.

Se a equipe tivesse chegado até ela dentro do prazo estimado de sete horas, Juliana ainda estaria viva. Juliana merecia muito mais!

Postagem da página

Veja post na íntegra: 

A operação de resgate de Juliana Marins durou, ao todo, mais de 14 horas. Em nota publicada nas redes sociais, o Parque Nacional do Monte Rinjani afirmou que o processo de evacuação da vítima foi realizado de forma intensiva e concluído com extremo cuidado.

Entenda o caso de Juliana Marins

A brasileira Juliana Marins, de 24 anos, foi encontrada morta nesta terça-feira (24), após quatro dias desaparecida no vulcão Rinjani, na Indonésia.

A jovem, natural de Niterói (RJ), caiu durante uma trilha na última sexta-feira (20), sofrendo uma queda de aproximadamente 300 metros da trilha. A confirmação do óbito foi feita pela família e pelo Itamaraty.

Juliana, dançarina de pole dance e publicitária formada pela UFRJ, estava em um mochilão pela Ásia desde fevereiro, tendo passado por Filipinas, Tailândia e Vietnã. O acidente ocorreu enquanto ela e uma amiga realizavam uma trilha no vulcão Rinjani. Em um vídeo gravado antes da queda, as jovens comentaram que a vista “valeu a pena”.

Após a queda de cerca de 300 metros, Juliana inicialmente conseguia mover os braços. Cerca de três horas depois, turistas a avistaram e contataram a família, enviando a localização exata e imagens.

A família relatou que Juliana ficou desamparada por quase 4 dias aguardando resgate, “escorregando” montanha abaixo. Durante os resgates, por diversas vezes a jovem era avistada em pontos diferentes. Via drone, Juliana foi avistada pela última vez, antes de ser encontrada morta, cerca de 500 metros penhasco abaixo, visualmente imóvel. Posteriormente, o corpo foi encontrado a cerca de 650 metros de distância do local da queda.

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