O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou, nos últimos dias, o tom das críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comentar a guerra no Irã e ironizar a pretensão do norte-americano de conquistar o Prêmio Nobel da Paz.
Na terça-feira, Lula afirmou que o Brasil poderia adotar medidas de reciprocidade após a expulsão de um delegado da Polícia Federal dos EUA. A medida foi concretizada no dia seguinte, com a retirada da credencial de um servidor americano.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do E7
Apesar de direcionadas ao presidente dos Estados Unidos, as críticas são avaliadas, no entorno do Palácio do Planalto, como uma estratégia com potencial impacto eleitoral.
A leitura considera o episódio ocorrido no ano passado, quando Trump sobretaxou produtos brasileiros. Na ocasião, Lula reagiu com um discurso de soberania nacional e registrou aumento de popularidade.
Segundo essa avaliação, a estratégia pode atingir o senador Flávio Bolsonaro, tratado como principal nome da oposição. A intenção seria associá-lo a um alinhamento com interesses americanos e ao presidente norte-americano, cuja aprovação está em 36%.
Outro ponto considerado é o cenário internacional, com a menção ao caso do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, que perdeu o poder mesmo após apoio público de Trump.
De acordo com essa leitura, Lula deve adotar um discurso de defesa do Brasil diante de pressões externas na busca pela reeleição.